O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quinta-feira (17), o reajuste de 15% anunciado pelo governo federal para o Bolsa Família. A declaração ocorreu durante um ato de campanha em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
O novo reajuste foi oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida corrige os valores do programa com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio chega a R$ 777.
Durante o discurso, Flávio afirmou que o anúncio ocorre em um momento estratégico do calendário eleitoral e chamou a medida de “ato de desespero”. O candidato também questionou por que o reajuste foi anunciado neste momento, próximo ao primeiro turno.
Segundo Flávio, o governo não teria adotado a mesma iniciativa ao longo do mandato e o anúncio, feito 17 dias antes da eleição, teria relação com a disputa presidencial. A avaliação, no entanto, foi apresentada pelo próprio candidato, enquanto o governo afirma que a correção segue a legislação do programa e tem como objetivo recompor os valores pela inflação.
Agenda na Bahia
A passagem de Flávio Bolsonaro por Vitória da Conquista incluiu uma moto-carreata e um comício. O candidato esteve acompanhado de aliados políticos, entre eles o deputado federal Capitão Alden (PL), o candidato ao Senado João Roma (PL) e os deputados estaduais Leandro de Jesus (PL) e Diego Castro (PL). A agenda também foi divulgada oficialmente pela campanha.
Durante a atividade, o senador afirmou perceber, em sua avaliação, um cenário de insatisfação com o governo federal durante a passagem pelo Nordeste. Ele também buscou reforçar a ligação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, cuja imagem foi exibida durante o ato.
O governo, por sua vez, informou que o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. A equipe econômica afirma que os valores serão absorvidos dentro do espaço fiscal previsto nos respectivos orçamentos.
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