Tribunal Regional Federal mantém absolvição de José Ronaldo em ação sobre contratos na saúde

 

Tribunal Regional Federal mantém absolvição de José Ronaldo em ação sobre contratos na saúde
Foto: Rafael Marques

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, comentou nesta quinta-feira (23) a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que manteve, por unanimidade, sua absolvição em um processo que apurava supostas irregularidades em contratos com uma cooperativa de profissionais da saúde.

O julgamento foi realizado pela Terceira Turma do TRF-1, sob relatoria da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que votou pela rejeição do recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF). O entendimento foi seguido de forma unânime pelos demais magistrados.

A Corte manteve a sentença de primeira instância, que já havia considerado improcedentes as acusações de improbidade administrativa.

No acórdão, o tribunal destacou a ausência de provas de dolo, ou seja, intenção de causar dano, e de prejuízo ao erário, requisitos exigidos após as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa.

O prefeito afirmou que enfrentou um período difícil ao longo dos anos em que respondeu ao processo.

“Eu não desejo a ninguém passar por isso. Você realizar sua vida dentro de um princípio da seriedade, da honestidade, cumprir sua missão de homem público e, de repente, passar a responder a um processo”, declarou.

Foto: Rafael Marques

José Ronaldo destacou que sempre teve tranquilidade quanto à própria conduta, mesmo diante das acusações.

“Na minha consciência eu tinha tranquilidade de que jamais tinha feito algo no campo da desonestidade”, afirmou.

O prefeito também afirmou que a decisão representa uma resposta às acusações que, segundo ele, foram amplamente divulgadas e utilizadas politicamente.

“Essa decisão vem coroar tudo isso. A verdade que eu dizia que ia prevalecer, que ia vencer, está aí”, disse.

Ele relembrou que o caso teve grande repercussão à época, incluindo operações e apreensões, o que gerou questionamentos públicos.

“Foi uma denúncia que teve uma amplitude muito grande, com ações na Secretaria de Saúde, levando computadores, isso tudo trouxe dúvidas”, pontuou.

Foto: Rafael Marques

José Ronaldo também afirmou que o episódio foi explorado em disputas políticas ao longo dos anos.

“Esse assunto foi abordado com muita intensidade nas campanhas de 2020 e também de 2024”, destacou.

Apesar disso, disse ter mantido sua postura durante todo o período.

“Nunca fiz ataques pessoais a adversários. Combato o adversário com o bom combate, buscando o apoio do povo”, afirmou.

O prefeito agradeceu à família, aliados e equipe jurídica pelo apoio durante o processo.

“Quero agradecer a todos que estiveram ao meu lado nesses anos. Foi muito importante ter esse apoio em um momento tão difícil”, disse.

Foto: Rafael Marques

Entenda o caso

O processo analisava contratos firmados pelo município, como o Pregão Presencial nº 001/2014 e a Concorrência Pública nº 006/2015, voltados à prestação de serviços de saúde por meio de cooperativas.

O MPF apontava possíveis irregularidades, como:

  • suposto superfaturamento
  • duplicidade de pagamentos
  • inconsistências nos custos

No entanto, o tribunal concluiu que não houve comprovação de dano aos cofres públicos nem intenção dolosa por parte dos envolvidos.

A decisão também considerou particularidades da área da saúde, como variações de valores em razão da complexidade dos serviços e a atuação de profissionais em múltiplos vínculos.

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