A população de Feira de Santana e de municípios das regiões do Portal do Sertão, Bacia do Jacuípe e Sisal está sendo chamada a participar da consulta pública que vai definir o nome da futura Universidade Federal de Feira de Santana. A votação ocorre pela internet, por meio de uma enquete publicada nos stories do Instagram da campanha, e segue aberta até o dia 18 de agosto.
Três opções estão em disputa: UFIB – Universidade Federal de Inovação da Bahia; UFPS – Universidade Federal do Portal do Sertão; e UFESBA – Universidade Federal do Sertão da Bahia.
Segundo Nathalia Oliveira, superintendente do Instituto Pensar Feira, a escolha vai muito além da definição de um nome, já que a denominação deverá representar a identidade da futura instituição e a região que será atendida.
“A escolha do nome da nova universidade é fundamental porque o nome será a identidade da futura universidade. Então, ela precisa representar Feira de Santana, mas também precisa representar os municípios e as comunidades que serão alcançadas por essa instituição.”
Para Nathalia, a participação popular também contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e demonstra a união regional em torno da criação da universidade.
“Quando a população participa, ela desenvolve esse sentimento de pertencimento e passa a compreender que esse projeto também é seu. Então, além de escolher um nome, essa mobilização demonstra ao poder público que existe uma região unida e comprometida com a criação da nova universidade.”
A proposta de implantação de uma universidade federal autônoma em Feira de Santana é defendida como uma iniciativa capaz de ampliar o acesso ao ensino superior público e contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região.
Nathalia destaca que Feira de Santana possui importância estratégica, mas ainda enfrenta uma grande demanda por vagas públicas no ensino superior.
“Feira de Santana é uma cidade com grande força econômica, uma localização privilegiada, influência sobre dezenas de municípios. Mas ainda existe uma demanda muito grande por vagas públicas no ensino superior.”
De acordo com ela, uma universidade federal autônoma poderia ampliar o acesso dos jovens à educação, além de fortalecer áreas como ensino, pesquisa e extensão.
“Uma universidade autônoma vai poder ampliar o acesso dos jovens, fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão, formar profissionais para as necessidades da região e gerar novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento.”
A superintendente também ressalta o impacto social esperado com a implantação da instituição.
“Trata-se de transformar vidas, reduzir desigualdades e criar condições para que os jovens possam estudar, trabalhar e construir o seu futuro.”
Instituto atua na mobilização
O Instituto Pensar Feira é um dos articuladores do movimento em defesa da nova universidade. Conforme Nathalia Oliveira, a entidade participa da mobilização desde que a proposta foi apresentada por representantes da comunidade acadêmica, em 2023.
Entre as ações realizadas estão encontros, palestras, debates, audiências públicas e diálogos com entidades empresariais, organizações sociais, lideranças políticas e representantes do governo.
“O papel do instituto é unir forças, manter esse projeto presente na agenda pública e mostrar que Feira de Santana e toda a região estão preparadas e mobilizadas para receber essa Universidade Federal Autônoma.”
A mobilização também inclui articulações em Brasília, apoio a estudos técnicos e parceria com outras instituições envolvidas na proposta.
Como participar
A consulta pública permanece aberta até 18 de agosto. Para votar, basta acessar o Instagram @federalemfeira, onde estão disponíveis as informações sobre a consulta e o acesso à enquete.
A expectativa dos organizadores é ampliar a participação da população de Feira de Santana e dos municípios da região, fortalecendo a mobilização pela implantação da instituição federal de ensino superior.
A proposta ainda passa por etapas burocráticas e de articulação em Brasília, mas os organizadores defendem que a participação popular é importante para demonstrar o apoio regional à criação da universidade.
0 comentários:
Postar um comentário