O senador Jaques Wagner afirmou nesta quinta-feira (18) que continuará exercendo a liderança do governo no Senado enquanto não houver uma decisão contrária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também confirmou que mantém o plano de disputar a reeleição ao Senado em 2026, mesmo após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.
A ação investiga suspeitas de movimentações financeiras envolvendo interesses ligados ao Banco Master. Wagner teve endereços vasculhados e passou a ser citado no âmbito das apurações, embora negue qualquer irregularidade.
Durante entrevista, o senador destacou que a definição sobre sua permanência na liderança é exclusiva do presidente da República. Segundo ele, até o momento não houve qualquer sinalização de mudança. Wagner também relatou ter conversado com Lula após a operação e afirmou que recebeu uma manifestação de apoio e confiança.
O parlamentar disse ainda que o presidente reforçou solidariedade pessoal e política, sem tratar de eventual substituição na função de líder do governo.
Sobre os valores apreendidos na operação, Wagner sustentou que se tratam de recursos legais recebidos ao longo do mandato, principalmente diárias de viagens oficiais, que teriam sido acumuladas ao longo dos anos.
Ele também negou irregularidades na aquisição de um imóvel mencionado na investigação. Segundo o senador, o apartamento ainda está em construção e seria destinado à filha, tendo sido negociado previamente com um investidor que posteriormente permitiria a recompra.
Wagner afirmou não possuir relação financeira com o Banco Master nem com seus dirigentes, dizendo que teve contato pontual apenas em situações específicas, sem vínculos comerciais.
Ao comentar a operação da Polícia Federal, o senador disse respeitar as instituições, mas avaliou que houve desproporcionalidade na medida adotada. Ele reforçou confiança no andamento das investigações e declarou estar à disposição das autoridades.
A assessoria do parlamentar divulgou nota reafirmando que ele não é réu nem foi formalmente acusado, além de negar qualquer irregularidade patrimonial ou ligação com instituições financeiras citadas no caso.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.
Assessoria do Senador Jaques Wagner
*Com informações Metro 1
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