Frei explica simbolismo da Sexta-feira Santa e chama fiéis à reflexão

 

Frei explica simbolismo da Sexta-feira Santa e chama fiéis à reflexão
Foto: Pollyana Maria | Pascom Arquidiocese

A Sexta-feira Santa, celebrada hoje (03), é um dos momentos mais significativos da Semana Santa para os cristãos, marcada por silêncio, oração e profunda reflexão sobre a paixão e morte de Jesus Cristo. Em Feira de Santana, as celebrações dão continuidade ao Tríduo Pascal, iniciado na quinta-feira com a Missa da Ceia do Senhor e a tradicional Procissão do Fogaréu, que reuniu fiéis pelas ruas do centro da cidade.

Segundo o frei Liomar Pereira, a Semana Santa representa o ponto mais alto da vivência cristã, sendo precedida por um período de preparação espiritual.

“A Semana Santa é o ápice da vida cristã. A Igreja nos prepara para esse grande momento através da Quaresma, que são quarenta dias que nos ajudam a viver de forma mais intensa esse mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, explicou.

Durante esse período, práticas como o jejum, a oração e a caridade são fundamentais para fortalecer a fé.

“Esses são os tripés da Quaresma, que nos ajudam a viver melhor esse tempo. A Semana Santa deve ser o grande momento da nossa conversão, de rever nossa postura, nossa caminhada e nosso modo de viver, tendo Jesus Cristo como base e alicerce”, destacou o frei.

A programação religiosa segue um significado especial em cada dia do Tríduo Pascal. O frei detalha que a Quinta-feira Santa marca a instituição da Eucaristia e o gesto do lava-pés, símbolo de humildade e serviço.

“É quando Cristo nos convida a permitir que Ele nos purifique, que lave nossos pecados, para entrarmos nesse mistério de forma mais profunda”, afirmou.

Já a Sexta-feira Santa é dedicada exclusivamente à celebração da Paixão do Senhor.

“Não é apenas uma recordação, mas um convite a reviver esse mistério. Em nenhum lugar do mundo se celebra a missa neste dia, mas sim a celebração da paixão e morte de Jesus”, ressaltou.

O Sábado Santo, por sua vez, é marcado pelo silêncio e pela meditação, simbolizando a dor de Maria diante da morte do filho.

“É um dia de recolhimento, mas o cristão não permanece na morte. Ele é chamado a dar um salto na fé, que é a experiência da ressurreição”, explicou.

A culminância das celebrações acontece com a Vigília Pascal, considerada a mais importante da Igreja.

“É a mãe de todas as liturgias. Ela nos convida a sair do pecado e entrar na graça, a sair da morte e viver em Cristo. A palavra final não é a morte, mas a vida, porque o nosso Deus é o Deus da vida”, afirmou.

Encerrando a programação, o Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo, renovando a esperança e a fé dos cristãos.

“É o grande anúncio de que Cristo ressuscitou verdadeiramente. É o centro da nossa fé”, concluiu o frei Liomar Pereira.

*Com informações do repórter Rafael Marques

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