“Feira não pode ser coadjuvante”, diz Carlos Geilson ao confirmar pré-candidatura como deputado federal

 

“Feira não pode ser coadjuvante”, diz Carlos Geilson ao confirmar pré-candidatura como deputado federal

O radialista e ex-deputado estadual Carlos Geilson confirmou, em entrevista ao programa De Olho na Cidade, na Rádio Sociedade News, sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026 pelo Republicanos.

Ao ser questionado sobre o que o levou a tomar a decisão, Geilson afirmou que vinha refletindo e ouvindo a população, destacando a baixa representatividade de Feira de Santana no Congresso Nacional.

“Eu vinha reflexivo, pensando, analisando, ouvindo as pessoas. Feira de Santana tem uma lacuna muito grande de políticos ligados à cidade. Hoje a Câmara Federal registra apenas uma voz em defesa de Feira”, afirmou.

O comunicador ressaltou que o município já teve maior presença em Brasília e criticou o cenário atual.

“Feira de Santana já teve até cinco deputados federais numa legislatura. Hoje, com mais de 450 mil eleitores, a gente vê uma cidade pálida, anêmica em termos de representação”, disse.

Apesar de reconhecer o trabalho do atual representante, Geilson reforçou que a quantidade de parlamentares é insuficiente diante da importância da cidade.

“Não é que a nossa única voz em Brasília não faça um bom trabalho. Mas, em termos de quantidade, Feira não pode ver cidades menores com três, quatro vezes mais representatividade”, pontuou.

Ele também destacou sua trajetória profissional como credencial para disputar o cargo.

“O que eu deixo para a população é o meu trabalho enquanto radialista de quase cinquenta anos e também meu trabalho como deputado estadual. Entrei pela porta da frente, saí pela porta da frente, graças a Deus com o nome limpo”, declarou.

Geilson confirmou que disputará pelo Republicanos e comentou sobre a estrutura do partido.

“É o Republicanos, partido 10. Hoje é um partido aberto, com políticos de várias matizes. Minha filiação foi bem recebida, inclusive pelo deputado Márcio Marinho”, explicou.

Ao analisar o cenário eleitoral, ele avaliou que a ausência de outros nomes pode influenciar a disputa.

“Se Pablo estivesse no páreo, minha chance seria bem menor. A votação dele ficaria ocupando um espaço importante. Com essa ausência, há um espaço a ser preenchido”, afirmou.

Questionado sobre o fato de não ter sido eleito vereador em eleição anterior, Geilson rebateu as críticas e comparou sua trajetória à de lideranças políticas conhecidas.

“Cada eleição é diferente. O próprio Rui Costa perdeu eleição para vereador e depois foi governador, deputado federal e ministro”, destacou.

Ele também revelou que enfrentou um problema de saúde durante a campanha municipal, o que, segundo ele, comprometeu seu desempenho.

“Lancei meu nome faltando 45 dias e enfrentei uma suspeita de câncer de próstata. Fiz exames, biópsia, vivi tudo isso durante a campanha. Qual ser humano teria cabeça para fazer política assim?”, relatou.

Apesar das dificuldades, o radialista afirmou que não utilizou a situação pessoal para obter vantagem eleitoral.

“Não expus isso em nenhum momento. Não quis sensibilizar o eleitorado com um problema pessoal”, disse.

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