
O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher Inácia Pinto dos Santos tem intensificado o incentivo à doação de leite materno, fundamental para a sobrevivência de recém-nascidos internados, especialmente prematuros. A coordenadora do serviço, a enfermeira Nadja Vieira, destacou que o processo de doação é simples e pode ser feito sem que a mãe precise sair de casa.
Segundo Nadja, o primeiro passo é entrar em contato com o banco de leite. “Na verdade, elas podem estar entrando em contato com o banco de leite através do telefone. Não precisa ela ir na unidade. Ela dá o nome completo, endereço, ponto de referência e telefone de contato”, explicou.
Após o contato, uma equipe vai até a residência da doadora, em parceria com o Corpo de Bombeiros.
“A bombeira vai na residência dela, olha os exames que ela fez durante o pré-natal, os exames de sangue, faz o cadastro e ensina como é que ela vai retirar esse leite, como vai guardar no congelador”, detalhou.
Além disso, o banco fornece todo o material necessário para a coleta. “A gente entrega o kit, que é a touca, a máscara e o frasco de vidro estéril, que é onde ela vai colocar esse leite pra colocar no congelador”, acrescentou.
A coleta do leite também é feita de forma periódica. “Uma vez na semana, o carro passa na casa dela e recolhe esse leite”, afirmou.
Apesar da logística organizada, o estoque ainda exige atenção. Atualmente, o banco conta com cerca de 111 litros armazenados, mas o consumo mensal gira em torno de 90 litros.
“O leite que está entrando está saindo, o que está ficando é pouco. Mas todos os bebês que estão na UTI e no berçário recebem esse leite”, ressaltou.
Antes de chegar aos recém-nascidos, o leite passa por um rigoroso processo.
“Esse leite que a mãe doa passa por uma seleção e depois é pasteurizado para ser ofertado aos bebês que estão na UTI e no berçário”, explicou a coordenadora.
Nadja também reforçou a importância da doação para a recuperação dos bebês.
“O leite humano é considerado alimento ouro. Esses bebezinhos prematuros, que ainda não têm a sucção formada, precisam desse leite para sobreviver. Ele contém substâncias imunológicas que vão proteger o bebê e diminuir o tempo de internamento”, destacou.
A coordenadora reforça que a participação das mães é essencial para manter o atendimento. “Eles precisam do leite para sobreviver”, concluiu.
*Com informações do repórter Robson Nascimento
0 comentários:
Postar um comentário