
Após a confirmação de casos de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia, que deixaram quatro pessoas hospitalizadas, o alerta sobre a possível adulteração de drinques e bebidas destiladas voltou a preocupar autoridades e representantes do setor em Feira de Santana. Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a recomendação de cautela no consumo de bebidas alcoólicas, especialmente as destiladas.
Em entrevista ao De Olho na Cidade, o vice-presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Feira de Santana, Marcelo Souza, classificou os casos como criminosos e fez um apelo para que a população redobre os cuidados ao adquirir e consumir bebidas.
“Esses casos que envolveram a falsificação de bebidas alcoólicas com metanol são realmente lastimáveis. Você vê pessoas criminosas fazendo esse tipo de coisa”, afirmou.
Marcelo destacou que a principal orientação do sindicato é que os consumidores optem apenas por produtos de procedência conhecida e adquiridos em estabelecimentos legalizados.
“A população deve consumir produtos de procedência conhecida, comprados em estabelecimentos comerciais regulares, que tenham alvará e vigilância sanitária em dia, para que seja possível o rastreamento dessas bebidas”, ressaltou.
Segundo ele, a maioria dos bares, restaurantes e similares que atuam de forma regular não comercializa bebidas de origem duvidosa.
“Acreditamos que a grande maioria dos estabelecimentos comerciais responsáveis, registrados e que cumprem a legislação, não compram esse tipo de produto de origem suspeita”, reforçou.
O vice-presidente do sindicato também elogiou a atuação dos órgãos de fiscalização e segurança no combate a esse tipo de crime.
“Parabenizo a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária, a Secretaria de Saúde estadual e municipal de Feira de Santana por estarem atentas a esses crimes e protegendo a população”, declarou.
Além das orientações sobre o consumo, Marcelo chamou a atenção para um cuidado simples que pode ajudar a dificultar a ação de falsificadores: o descarte das garrafas vazias.
“Entendo, como cidadão, que quem consome bebidas alcoólicas em casa, depois de usar uma vodka ou um uísque, deve quebrar a garrafa. Isso dificulta que falsificadores reutilizem esses vasilhames para colocar produtos envenenados”, explicou.
O dirigente alertou que a adulteração com metanol representa risco grave à saúde.
“Quando você coloca metanol, você está envenenando a bebida, e isso pode causar a morte de pessoas”, enfatizou, relatando que já adota essa prática em sua rotina pessoal.
Marcelo reforçou o pedido para que a população consuma bebidas apenas em estabelecimentos regulares e devidamente fiscalizados, contribuindo para a própria segurança e a de outras pessoas.
*Com informações do repórter JP Miranda
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