Feira de Santana tem quase 45 mil moradores em favelas, aponta Censo do IBGE

 

Imagem de Feira de Santana tem quase 45 mil moradores em favelas, aponta Censo do IBGE
Foto: Divulgação/Sesp

Feira de Santana aparece entre os municípios baianos com maior concentração de moradores em favelas. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44.699 pessoas viviam nessas localidades no município. O número coloca Feira na quarta posição estadual, atrás de Salvador, Ilhéus e Camaçari.

O levantamento também identificou 49 favelas em Feira de Santana, fazendo da cidade a segunda da Bahia com maior quantidade dessas áreas, ficando atrás apenas de Salvador, que possui 262. Camaçari aparece na sequência, com 47 comunidades.

Em todo o território baiano, o IBGE contabilizou 572 favelas, distribuídas por 28 dos 417 municípios. Ao todo, aproximadamente 1,37 milhão de pessoas residiam nesses espaços em 2022, o equivalente a 9,7% da população estadual. Com esse resultado, a Bahia ocupa o quarto lugar nacional em número de habitantes vivendo em favelas.

Salvador concentra o maior contingente, com mais de 1 milhão de moradores nessas condições. A capital também reúne as duas favelas mais populosas do estado: Beiru/Tancredo Neves, com 38.871 habitantes, e Pernambués, com 35.110. As duas aparecem entre as dez maiores do Brasil.

Além da quantidade de moradores, os dados do IBGE revelam diferenças nas condições de infraestrutura. Nas favelas baianas, apenas 40,1% dos residentes vivem em ruas com calçadas, enquanto nas demais áreas esse percentual chega a 78,8%. A presença de árvores e rampas de acessibilidade também é menor nesses territórios.

O perfil dos moradores apresenta outras particularidades: mulheres representam 53,4% da população dessas localidades, enquanto pessoas pretas correspondem a 39,2%. Já os idosos com 60 anos ou mais representam 12,7% dos residentes.

Para o instituto, são consideradas favelas as localidades marcadas pela insegurança jurídica da posse e por pelo menos uma condição de precariedade urbana. Entre os critérios estão a deficiência de serviços públicos, a infraestrutura fora dos padrões urbanísticos e a ocupação de terrenos em desacordo com a legislação.

*Com informações g1 Bahia

Share on Google Plus

About Ivan Costa

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comentários:

Postar um comentário