Motos concentram 78% dos acidentes atendidos no Hospital Clériston Andrade

 

Motos concentram 78% dos acidentes atendidos no Hospital Clériston Andrade
Foto: ASCOM/HGCA

Os acidentes envolvendo motocicletas continuam sendo a principal causa de atendimentos por trauma no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. Dados apresentados pela diretora da unidade, Cristiana França, revelam que, dos 1.189 acidentes de trânsito registrados no primeiro trimestre deste ano, 924 envolveram motos, o equivalente a cerca de 78% dos casos.

A gestora classificou os números como “extremamente preocupantes” e destacou o impacto direto da situação na superlotação hospitalar e na alta demanda por atendimentos ortopédicos.

“Esses dados foram os pacientes que entraram no Clériston vítima de acidente de trânsito e a chamada que a gente tem realmente é ter muita atenção na quantidade de acidentes de moto. A gente vê que os números continuam aumentando”, afirmou.

Cristiana ressaltou ainda que, enquanto os acidentes de carro e atropelamentos apresentam redução, os casos com motociclistas seguem crescendo de forma alarmante.

“A gente vê que cai o número de acidentes de carro, às vezes atropelos, mas de moto a gente não consegue visualizar ainda esta melhoria dos acidentes. Então é um dado que preocupa não só pela quantidade, mas pela sequela que esses acidentes deixam quando o paciente não morre”, alertou.

Segundo a diretora, a maioria das vítimas chega ao hospital com fraturas e múltiplos traumas, exigindo atendimento ortopédico especializado. Ela lembrou que Feira de Santana possui atualmente apenas duas unidades para atendimento ortopédico de maior complexidade.

“Hoje em Feira de Santana nós só temos dois locais de atendimento do paciente ortopédico. Quando o paciente chega, normalmente ele chega com o osso quebrado. Então o primeiro atendimento realmente é da ortopedia”, explicou.

A diretora também chamou atenção para o fato de que os dados do hospital não incluem os atendimentos realizados nas UPAs do município e na UPA estadual, o que indica que o número real de acidentes pode ser ainda maior.

“Os pacientes com lesões mais leves normalmente o SAMU não leva para o Clériston. Isso já é uma pactuação. O SAMU leva os pacientes que estão com fratura e os politraumatizados. Então não estão aí os dados dos pacientes que entram nas UPAs do município e na UPA do estado. Inclusive é um dado muito mais preocupante, porque o que chega para o Clériston são os atendimentos mais graves”, concluiu.

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