
O aumento no preço dos combustíveis já começa a impactar diretamente motoristas e trabalhadores do transporte em Feira de Santana. Em alguns postos da cidade, a gasolina já se aproxima de R$ 7, enquanto o diesel também registra valores elevados, pressionando os custos de quem depende do veículo para trabalhar.
Motoristas e funcionários de postos relatam que o encarecimento do combustível tem provocado redução no volume de abastecimento e preocupação no setor de transporte.
O motorista de van intermunicipal Ubiratan Guimarães, que faz parte da associação de transporte alternativo que realiza o trajeto entre Feira de Santana e Cachoeira, afirma que o aumento do diesel tem afetado diretamente a atividade.
Segundo ele, o valor do diesel já se aproxima de patamares considerados insustentáveis para quem depende do combustível diariamente.
“Um litro de diesel já está quase oito reais. Desse jeito a gente está em tempo de parar os carros, porque não está tendo condições de trabalhar”, disse.
Ubiratan também relatou que, além do preço, motoristas enfrentam problemas relacionados à qualidade do combustível.
“Tem muito combustível adulterado. Muitos carros acabam dando problema de bomba e até param no meio da rua”, afirmou.
Para o motorista, a situação preocupa toda a categoria e pode afetar o transporte alternativo se os preços continuarem subindo.
Nos postos de combustíveis, o impacto também começa a ser percebido. O chefe de pista Lívio Paiva relata que os clientes já mudaram o comportamento após os reajustes.
“A gente já percebe que o movimento reduziu bastante. Os clientes não estão abastecendo como antes”, explicou.
Segundo ele, mesmo com a gasolina sendo vendida a R$ 6,93 no posto onde trabalha, a tendência é de diminuição nas vendas.
“Com o preço do jeito que está, a gente espera que o movimento reduza ainda mais, porque as pessoas acabam colocando menos combustível”, afirmou.
De acordo com Lívio Paiva, muitos consumidores passaram a abastecer apenas o necessário para deslocamentos imediatos.
“Quem vai ficar na cidade prefere não completar o tanque e fica esperando para ver se o preço baixa nos próximos dias”, disse.
O comportamento, segundo ele, já foi observado em outros momentos de alta nos combustíveis.
“A gente já viu isso acontecer antes, mas agora as pessoas entendem que é uma situação global, não é algo que está acontecendo só no Brasil”, destacou.
O diesel, essencial para caminhões e veículos de transporte coletivo, também registra alta. Segundo o chefe de pista, no posto onde trabalha o preço ainda está sendo mantido abaixo de alguns valores encontrados na cidade.
“Aqui a gente conseguiu manter o diesel em torno de R$ 7,63 para tentar segurar um pouco a queda no movimento”, afirmou.
Mesmo assim, ele confirma que veículos que utilizam diesel também têm reduzido o volume de abastecimento.
Diante da instabilidade no preço dos combustíveis, empresários e trabalhadores do setor aguardam os próximos desdobramentos do mercado.
“Por enquanto a gente está estudando a situação para ver como o movimento vai se comportar e o que pode ser feito caso os preços continuem subindo”, concluiu Lívio Paiva.
*Com informações do repórter JP Miranda
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