O clima de festa na abertura do Carnaval de Salvador não impediu que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) abordasse um dos momentos mais sensíveis de sua articulação política: o rompimento do senador Ângelo Coronel e sua aproximação com o grupo de oposição.
Em
entrevista no Camarote do Governo, Jerônimo não escondeu o desconforto com a
movimentação. “Qualquer perda é ruim em qualquer lugar. No trabalho, na
família, na amizade. E o Coronel a gente ajudou a eleger, ele é um senador
nosso”, desabafou o governador, lembrando que a vitória de Coronel foi fruto do
esforço coletivo da base governista.
Para o chefe do Executivo baiano, uma deserção às
vésperas de um ano eleitoral tem impactos diretos na estratégia de campanha. “A
baixa não é boa em qualquer momento, não. Na guerra eleitoral principalmente,
fere, machuca”, admitiu Jerônimo ao bahia.ba.
O
governador revelou que houve tentativas de manter o senador no arco de alianças
para evitar desgastes. “Nós tentamos manter ele na base. A minha tentativa foi
de fazer ele chegar dentro de um ambiente que não precisássemos desabrigar ou
ver ninguém desabrigado”, explicou.
Apesar do
lamento, Jerônimo adotou uma postura pragmática ao comentar a decisão de
Coronel. Para ele, o senador exerceu seu direito de escolha, o que exigirá uma
reação rápida do governo. “A política exige da gente cultura, atitude, coragem.
Ele teve a atitude dele e nós teremos que ter a nossa, recompô-lo e seguir para
frente”, pontuou.
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