Delegada afirma que provas periciais serão decisivas em caso de suspeita de abuso em escola

 

Delegada afirma que provas periciais serão decisivas em caso de suspeita de abuso em escola
Foto: Rafael Marques

A delegada titular da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana, Dra. Clécia Vasconcelos, afirmou que a Polícia Civil segue investigando o caso do cuidador preso em flagrante suspeito de abusar de uma aluna de 7 anos em uma escola municipal da cidade.

Em entrevista ao De Olho na Cidade, a delegada destacou que crimes dessa natureza, especialmente quando ocorrem no ambiente escolar, exigem atenção redobrada das autoridades.

“As questões referentes à criança e ao adolescente, num ambiente escolar, numa violência sexual, sempre chamam atenção. A Polícia Civil está muito atenta a isso”, afirmou.

Segundo ela, a prisão foi realizada ainda no plantão, diante das circunstâncias apresentadas.

“A autuação se fez necessária diante do contexto que se apresentou e agora nós continuamos com as investigações”, explicou.

O suspeito já foi ouvido formalmente, mas negou as acusações. “Foi ouvido, como acontece em geral, ele negou, e as investigações estão avançando. Se for necessário, pode haver até um novo interrogatório”, pontuou a delegada.

De acordo com o relato da autoridade policial, a própria criança informou à mãe que teria sido abusada e que o suspeito a teria levado ao banheiro dos professores. Ao chegar em casa, a menina contou o ocorrido. A mãe, ao verificar a região íntima da filha, percebeu sinais de sangramento e acionou a Polícia Militar, que se deslocou até a escola. No local, a criança apontou o cuidador como responsável.

A vítima foi encaminhada para atendimento médico. “O laudo, o relatório médico, trouxe informação sugestiva de violência sexual”, afirmou Dra. Clécia. Diante disso, o delegado plantonista efetuou a prisão em flagrante. “A nós cabe continuar com as investigações para saber exatamente as circunstâncias do fato”, ressaltou.

A criança permaneceu hospitalizada por cerca de 24 horas, mas já recebeu alta. “Ela ficou hospitalizada durante 24 horas, hoje já foi liberada, já está em casa, aos cuidados”, informou.

Sobre a apuração de casos desse tipo, a delegada explicou as dificuldades enfrentadas pela investigação.

“Esse tipo de crime raramente tem testemunha. Nesse contexto, as provas periciais são fundamentais, assim como os relatos dos professores e profissionais daquele ambiente.”

Dra. Clécia também chamou atenção para o aumento dos registros de violência sexual contra crianças e adolescentes. “A violência contra a criança e adolescente, principalmente a sexual, tem se acentuado muito e nas escolas tem chamado atenção outros tipos de crimes como bullying, cyberbullying, mas cometidos no âmbito escolar, por profissionais da educação, não tem sido frequente”, alertou.

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