
A delegada titular da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana, Dra. Clécia Vasconcelos, afirmou que a Polícia Civil segue investigando o caso do cuidador preso em flagrante suspeito de abusar de uma aluna de 7 anos em uma escola municipal da cidade.
Em entrevista ao De Olho na Cidade, a delegada destacou que crimes dessa natureza, especialmente quando ocorrem no ambiente escolar, exigem atenção redobrada das autoridades.
“As questões referentes à criança e ao adolescente, num ambiente escolar, numa violência sexual, sempre chamam atenção. A Polícia Civil está muito atenta a isso”, afirmou.
Segundo ela, a prisão foi realizada ainda no plantão, diante das circunstâncias apresentadas.
“A autuação se fez necessária diante do contexto que se apresentou e agora nós continuamos com as investigações”, explicou.
O suspeito já foi ouvido formalmente, mas negou as acusações. “Foi ouvido, como acontece em geral, ele negou, e as investigações estão avançando. Se for necessário, pode haver até um novo interrogatório”, pontuou a delegada.
De acordo com o relato da autoridade policial, a própria criança informou à mãe que teria sido abusada e que o suspeito a teria levado ao banheiro dos professores. Ao chegar em casa, a menina contou o ocorrido. A mãe, ao verificar a região íntima da filha, percebeu sinais de sangramento e acionou a Polícia Militar, que se deslocou até a escola. No local, a criança apontou o cuidador como responsável.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico. “O laudo, o relatório médico, trouxe informação sugestiva de violência sexual”, afirmou Dra. Clécia. Diante disso, o delegado plantonista efetuou a prisão em flagrante. “A nós cabe continuar com as investigações para saber exatamente as circunstâncias do fato”, ressaltou.
A criança permaneceu hospitalizada por cerca de 24 horas, mas já recebeu alta. “Ela ficou hospitalizada durante 24 horas, hoje já foi liberada, já está em casa, aos cuidados”, informou.
Sobre a apuração de casos desse tipo, a delegada explicou as dificuldades enfrentadas pela investigação.
“Esse tipo de crime raramente tem testemunha. Nesse contexto, as provas periciais são fundamentais, assim como os relatos dos professores e profissionais daquele ambiente.”
Dra. Clécia também chamou atenção para o aumento dos registros de violência sexual contra crianças e adolescentes. “A violência contra a criança e adolescente, principalmente a sexual, tem se acentuado muito e nas escolas tem chamado atenção outros tipos de crimes como bullying, cyberbullying, mas cometidos no âmbito escolar, por profissionais da educação, não tem sido frequente”, alertou.
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