
O sepultamento do radialista Itajay Pedra Branca foi realizado na manhã desta quinta-feira (08), no Cemitério Jardim Celestial, em Feira de Santana, e reuniu familiares, amigos, colegas de profissão e representantes da comunicação baiana. Em meio à comoção, depoimentos destacaram a trajetória e o profissionalismo de um dos maiores nomes do rádio esportivo do país.
Durante a cerimônia, comunicadores que conviveram de perto com Itajay ressaltaram histórias que ajudaram a construir o legado do narrador que levou o nome de Feira de Santana para o Brasil e o mundo.
Amigo e companheiro de jornada profissional, o radialista Dilson Barbosa relembrou a disciplina e a entrega total de Itajay ao trabalho, características que, segundo ele, marcaram toda a carreira do comunicador.

“Ele era um grande profissional, cumpridor do dever. Horário era horário. Eu nunca precisei cobrar isso de Itajay, pelo contrário, ele me cobrava”, afirmou.
Dilson destacou que, diante de qualquer dificuldade, Itajay encontrava uma solução, mesmo nas situações mais extremas.

Segundo Dilson, Itajay conseguiu chegar a Montevidéu de carona em um avião, sentado inclusive na cadeira de uma aeromoça, graças ao prestígio do comentarista João Saldanha.
“Ele transmitiu o jogo todo sem retorno, no voo cego. Alguém faria isso? Só Itajay”, destacou.
O jornalista e ex-secretário municipal de Comunicação, Valdomiro Silva, afirmou que Itajay teve papel fundamental em sua trajetória profissional.

“Quem primeiro me colocou no rádio, de carteira assinada, em Feira de Santana, foi Itajay Pedra Branca”, declarou.
Valdomiro lembrou que trabalhou ao lado de Itajay em diferentes emissoras e também na comunicação pública.
“Trabalhamos juntos na Rádio Sociedade, na Rádio Subaé, na Rádio Povo e na Secretaria de Comunicação. Foram mais de doze anos de convivência profissional”, disse.

Para ele, Itajay foi um verdadeiro mestre.
“Considero Itajay como o maior nome da crônica esportiva de Feira de Santana em toda a história. Não há voz tão popular e tão marcante no rádio do interior da Bahia. Sem dúvidas, um dos maiores do país”, afirmou.
O jornalista e secretário municipal de Comunicação, Joilton Freitas, destacou a importância histórica de Itajay Pedra Branca para o rádio esportivo.

“Ele foi um dos maiores narradores de futebol do país. Um ícone do rádio. Abriu caminhos para todos nós”, ressaltou.
Joilton também chamou atenção para a grande presença de pessoas no cemitério, como reflexo da admiração construída ao longo dos anos.
“Veja quantas pessoas estão aqui neste momento. Isso mostra o respeito, o carinho e a admiração que a sociedade tinha por Itajay”, afirmou.

A despedida selou uma trajetória de pioneirismo, coragem e paixão pelo rádio, um legado que seguirá inspirando gerações de comunicadores em Feira de Santana, na Bahia e em todo o Brasil.



*Com informações do repórter Rafael Marques
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